Thursday, May 12, 2005

Comparação entre sites de hospitais

Como vimos anteriormente, a estrutura de um site de revista, hotel ou produtos comerciais tem como propósito primordial atrair novos clientes. Mas, e quando se trata de um hospital?
Analisamos os sites de três hospitais e a linguagem estruturada em cada um deles. O primeiro, Hospital das Clínicas, dá ênfase à estrutura do complexo na página de abertura. Opção justificada pelo número de institutos e subdivisões, neste que é o maior hospital da América Latina. Já hospital
Nove de Julho, apesar de também ser tradicional, tem porte físico menor o que reflete claramente no "humilde" portal. Já o terceiro, Hospital Sírio Libanês, oferece serviços até aos acompanhantes, com direito a exibição de fotos e vários links. Há muitos quesitos que podem ser observados e
comparados, mas neste trabalho, vamos analisar o quanto, e de que forma, cada um destes hospitais aborda a questão da humanização, tema cada vez mais discutido entre os profissionais da área.
Não é difícil encontrar no portal do HC temas de palestras trabalhos e estudos desenvolvidos na área de humanização. Além de ser um hospital do governo, o complexo de seis institutos, conta com a colaboração de mais de trezentos voluntários. No site é possível ficar a par de eventos com
detalhamento de dias e horários. Além disso, há um clipping diário que mantem a atualização dos dados. Aos interessados em participar de palestras, por exemplo, é possível se inscrever por telefone e os números estão disponíveis no mesmo site. O portal do hospital nove de julho parece estar em crescimento junto com os prédios que eles anunciam estar em expansão. Ao clicar no link 9 news, abre uma janela dizendo que "o caminho está errado e o documento não pode ser aberto". Os outros links se referem a aquisição de novos aparelhos, e a integração entre instituição e comunidade. Além do habitual fale conosco, um dos projetos de humanização ganha destaque na página principal. Trata-se de uma palestra para profissionais estressados que buscam melhora na qualidade de vida, aparentemente o único trabalho divulgado. Quanto ao site do hospital Sírio Libanês, é um verdadeiro convite aos que buscam serviços na área de saúde sem deixar de lado o tratamento social. Deve-se levar em conta que este é um hospital particular, portanto
com mais recursos financeiros. Há fotos com o ambiente claro e aconchegante, raro se tratando de edificações hospitalares, o portal dá destaque à serviços peculiares como restaurantes. A qualidade da alimentação é ressaltada de tal forma que o internauta pode se questionar se se trata
mesmo de um hospital ou de um hotel. Os acompanhantes também podem consultar o endereço e telefone de hotéis nas proximidades. Quanto as ações sociais, são inúmeros links referentes ao assunto. Entre eles a participação de profissionais no atendimento de crianças carentes. O
papel de comunicação neste caso foi plenamente cumprido e o nome de hospital filantrópico é justificado depois de cinco minutos de navegação. Confira nos endereços a seguir :
www.h9j.com.br
www.hsl.org.br
www.hcnet.com.br

Wednesday, May 04, 2005

O dito pelo não dito

Em uma matéria exclusiva da maior emissora de tv do Brasil, Leandro Desábato, o jogador argentino que passou dois dias detido em um presídio paulista, afirmou que se sentiu injustiçado diante do rigor da justiça brasileira. Há imagens que mostram o “portenho” xingando o jogador Grafite do São Paulo de “negrito”. A afirmação não é mentira nenhuma, o problema é a forma como ela foi dita. O sentido pejorativo da frase incomodou o brasileiro Ednaldo Batista que buscou os seus direitos baseados em leis contra o racismo. O ofensor acabou preso na mesma noite, resultado que surpreendeu o Brasil e o mundo. Atitudes racistas ocorrem diariamente em nossa sociedade, mas é raro ver uma das leis instituídas sendo colocadas em prática. Gol da justiça brasileira por colocar regras na prática, e “Ojalá” que atitudes como esta se tornem freqüentes para que da próxima vez o tema não precise ganhar caráter de destaque em jornais internacionais como o New York Times. O juiz Marcos Zilli concedeu liberdade provisória ao jogador argentino, mediante pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil. Porém ele terá que responder a inquérito policial no Brasil.

Wednesday, April 13, 2005

Uso de recursos da internet na cobertura de João Paulo II

A morte do papa João Paulo II, proporcionou uma grande cobertura jornalística. Figura principal da Igreja Católica, o carismático pontífice sempre atraiu jornalistas de todo o planeta. Sem dúvida, no momento de sua morte não seria diferente.
No maior evento já ocorrido no mundo ocidental, como em outros grandes acontecimentos a internet provou novamente que é uma linguagem ainda em construção, mas consolidada e de grande importância no jornalismo atual. Porém, desta vez foi diferente de 11 de setembro por exemplo, pois os recursos estsão melhor utilizados depois das experiências anteriores.
Características como a multimidialidade, interatividade, memória e outras discutidas na aula, foram presença constante nos sites jornalísticos que cobriram a morte do papa.
O site da Veja, no qual navegamos para analisar esses recursos, utilizou muito bem suas ferramentas disponíveis para a cobertura jornalística do evento.
A questão da memória provavelmente foi a que mais se destacou. A revista, conhecida por suas grandes reportagens, ao longo dos 26 anos do papado de Karol Wojtyla dedicou-lhe 8 capas de grandes matérias em momentos importantes para sua vida e para a Igreja, como no atentado que sofreu em 1981.
Sem a internet o trabalho que uma pessoa interessada nesse assunto teria para reunir esse material seria tanto, que certamente faria com que desistisse antes de concluir a pesquisa.
O hiperlink possibilita agregar todo esse material num só lugar, com fácil e rápido acesso a um material antigo e valioso para o interessado no assunto.
No caso da revista não haviam videos, por essa ser de origem impressa, mas isso também seria possível. A revista poderia ter um conteúdo audiovisual se apurasse isso apenas para o site.
A internet revolucionou a maneira de se fazer jornalismo. A única limitação no momento, é realmente o próprio jornalista que nem sempre tem conhecimento nem articulação para aproveitar todos os recursos oferecidos pelo meio. Mas há motivos para estarmos otimistas porque, como tudo no mundo da tecnologia, o domínio da linguagem está se desenvolvendo rapidamente. É o que podemos conferir mais uma vez com a morte de João Paulo II.

O meio impresso e o eletrônico

Apesar da semelhança que o site do Estadão tenta buscar ao scannear e transformar suas páginas em arquivos formato PDF, permanece um perceptível conflito entre o meio impresso e o meio eletrônico. No site do OESP é possível ler o jornal como se realmente fosse impresso, ou seja, você tem a opção de ver o jornal, no seu monitor, no mesmo formato que ele é fisicamente, graças a tecnologias de computador que possibilitam isso, podendo mesmo “virar a página” ou “folhear” seu jornal.
Essa forma proposta pelo Estado desperta algumas questões: Quanto isso é vantajoso ou interessante para o leitor? Até que ponto a internet está substituindo o impresso? Ou melhor, será que vai realmente substituir dessa maneira? Não acreditamos nessa possibilidade, afinal o site não passa de uma réplica eletrônica do jornal, ou seja, não há jornalismo on-line.
O mesmo ocorre em outros sites que não se adaptaram ao novo meio e apenas utilizam o “copy/paste” dos textos já produzidos para o impresso. Poucos veículos jornalísticos oferecem conteúdo extra ao internauta. Na maioria das vezes o site se resume a ser mais uma opção de leitura pro assinante e divulgar a venda de assinaturas.
Há espaço tanto para o meio impresso, quanto para o eletrônico e a evolução e construção da linguagem deste último, está acontecendo e se dará com o tempo. A internet como conhecemos hoje tem pouco tempo de existência, ainda está engatinhando. Ela não criou uma identidade, uma linguagem própria e se apropria da linguagem impressa.
No entanto, os aspectos negativos, como a dificuldade de leitura devido à luz emitida pelo monitor dentre outros, são superados pelos positivos que poderiam ser melhor explorados. A opção do hiperlink, de poder aprofundar os conhecimentos do leitor, os vídeos, os áudios, toda essa possibilidade multimídia é uma porta aberta para o conhecimento. Cabe agora aos veículos que possuem capacidade para tanto, investir nessa nova forma de jornalismo, que como a TV não substituiu o rádio, não substituirá o meio impresso. Pelo contrário, a internet veio para somar-se aos diversos meios de comunicação que já conhecemos.

Wednesday, April 06, 2005

Ilha Grande

Visitamos diversos sites de pousadas em Ilha Grande, Angra dos Reis no Rio de Janeiro. A ilha, que tive o prazer de conhecer em janeiro deste ano, faz juz ao nome com seus 193 quilômetros de extensão. As 86 praias são paradisíacas e muitas vezes desertas. Sol, águas cristalinas e mata atlântica abundantes são os ingredientes deste paraíso. O local é perfeito para a prática de mergulho, pois as águas claras permitem uma visualização perfeita da fauna e flora marinha. Os peixes ficam tão próximos do mergulhador e em tão grande número que chegam a assustar. Há peixes coloridos, listrados, peixes agulha, sardinhas e muitas outras espécies de vida marinha como as estrelas do mar, que podem ser tocadas com as mãos num simples abaixar do corpo. Quem mergulhar mais fundo poderá ver tartarugas, águas vivas e outros animais.
A natureza abundante e preservada pode ser apreciada também em caminhadas ecólogicas entre as praias. Pelas trilhas é possível cruzar toda a ilha, logicamente se o turista possuir disposição para tanto. Mesmo se chover, Ilha Grande ainda oferece outros passeios. Na Vila Abraão, primeira comunidade do local, os visitantes podem conhecer o famoso presídio de Ilha Grande, onde o escritor Graciliano Ramos esteve preso e escreveu Memórias do Cárcere.
Dentre as praias mais belas, destacam-se Lopes Mendes por onde se chega apenas pelas trilhas e a Lagoa Azul, que não é proprimente uma praia e sim um lugar de mergulho.
Para comer há restaurantes em poucas praias, mas os guias da pousada sempre programam no passeio uma parada estratégica na hora do almoço. No entanto, quem quiser provar a comida local deve preparar o bolso. Um almoço para duas pessoas não sai por menos de R$ 50,00.
É bom lembrar que o percurso entre uma praia e outra é feito de Escuna. Então quem tem medo de andar de barco não vai gostar de passar horas balançando no mar. Além disso o local é praticamente isolado do mundo em termos tecnológicos. Há apenas um telefone público em Abraão e o celular pega mal em quase todos os lugares.
Quem quiser conhecer mais, pode entrar no portal www.ilhagrande.com.br que é bastante completo com dicas de onde ficar, o que comer, como chegar e muito mais. Tem também história do local e fotos das praias. No que se refere as pousadas possui links para os sites dos locais e foi através do site que chegamos às pousadas apresentadas como a www.recantodoslimas.com.

Wednesday, March 09, 2005

A VIDA IMITA A ARTE OU A ARTE IMITA A VIDA?

A arte sempre esteve presente na ânsia do ser humano em representar a vida. Não é de se espantar com a intensa presença do mundo cibernético no século 21 até os quadros ganhem novas formas e as telas de tecido sejam trocadas por códigos de luz na tela de um computador.
O fato é, o pintor de um quadro de óleo sobre tela imprime nela a sua visão utilizando cores e formas que não podem ser modificadas por quem a contempla. Enquanto isso, na webarte os artistas tentam encontrar a fórmula para utilizar todas as ferramentas que esse instrumento, com infinitas possibilidades oferece. Contraditoriamente tamanha liberdade de expressão acaba limitando o observador. Como assimilar um quadro que só pode ser visto por completo com o uso da barra de rolagem? Se na sua natureza o quadro compõe um ambiente como pode uma webobra ser interpretada de maneira tão fragmentada?
Para observar uma obra é preciso se identificar com ela. Ao visitar uma exposição o grau de aproveitamento será diferente entre aqueles que já estão familiarizados com determinado tipo de arte. É preciso haver uma identificação com aquilo que se assimila. Talvez, para aqueles que não convivem com a linguagem da net, a webarte não faça o menor sentido e conseqüentemente, não existe troca de informação. E assim, a obra perde o seu sentido original.
Para conferir uma webart acesse o link http://www.potatoland.org/shredder/

Wednesday, March 02, 2005

jornalismoperdido.blig.ig.com.brpoemas

POEMAS MALLARMÉ

UM LANCE DE DADOS JAMAIS ABOLIRÁ O ABOLIRÁ O ACASO


http://coletivohunterthompson.blogspot.com

Wednesday, February 23, 2005

A arte da música

O DJ e escritor norte-americano Paul D. Miller, 34, também conhecido como Spooky that Subliminal Kid descobriu nas músicas, nos ritmos e nas influêncais de todos os lugares do mundo uma nova maneira de expressão. Sua música vai muito além do convencional, é arte contemporânea, e até agora única. Gertrude Stein é mixada com uma batida à Wu-Tang Clan; Antonin Artaud lê um manifesto sobre samples de funk; Marcel Duchamp discute sua relação com o texto por cima de um riff eletrônico minimalista. Há influências brasileiras também, como Gilberto Gil e Carlinhos Brown. O resultado é a composiçao dos ritmos que ultrapassa barreiras de linguagem. Como ele mesmo define é uma "escultura sonora"

É dificil afirmar que será " a cultura popular do século 21". Por mais que ele tenha unido todas as culturas de todos os tempos, de todos os lugares, é praticamente impossível globalizar e tornar uma cultura única.

Miller quer que as pessoas pensem, reflitam e não apenas recebam as informações por osmose, como nos EUA, cuja mídia é alvo de suas críticas. Através do som samples, batidas, scratches e pedaços de informações que o rodeiam ele pretende passar sua mensagem revolucionária.